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TJRO – registra 137 mil atendimentos em 8 meses

Entre janeiro e agosto deste ano, as Centrais de Atendimento ao Cidadão (CACs) vinculadas à Corregedoria Geral da Justiça de Rondônia somaram 137.404 atendimentos ao público. O número dá a medida real do trabalho diário dessas unidades, que funcionam como uma das principais portas de entrada entre a população e o Poder Judiciário no estado.

O que as CACs fazem, na prática

As Centrais atendem jurisdicionados e advogados, prestam orientação sobre os serviços judiciários, ajudam o cidadão a formalizar pedidos de ação na Justiça — o chamado processo de atermação — e dão apoio às atividades da Central de Processos Eletrônicos. O atendimento acontece por diferentes canais, o que permite a cada pessoa escolher a forma mais adequada à sua própria realidade para buscar informação ou orientação.

Onde as pessoas mais buscaram atendimento

Entre os canais disponíveis, o Balcão Virtual concentrou o maior volume, com 51.160 atendimentos registrados. Na sequência vem o atendimento presencial, com 36.248, seguido pelo WhatsApp Institucional, com 21.345, e pelo telefone fixo, responsável por 14.570 atendimentos no período. Quem quiser os contatos específicos de cada unidade pode consultá-los na página oficial do TJRO.

Essa diversidade de canais amplia o alcance das próprias equipes: seja presencialmente, pelo Balcão Virtual, pelo WhatsApp ou por telefone, os profissionais das CACs trabalham para que o cidadão tenha acesso às informações e aos serviços do Judiciário de forma eficiente e, ao mesmo tempo, humanizada.

Atendimento distribuído por todo o estado

Os números também são expressivos quando olhados comarca por comarca. Porto Velho lidera com folga, registrando 53.039 atendimentos, seguida por Ariquemes, com 12.823; Ji-Paraná, com 10.963; e Vilhena, com 8.850. Na prática, cada um desses registros representa uma pessoa que recorreu ao Judiciário para tirar uma dúvida, buscar orientação ou encontrar caminho para resolver um problema concreto.

O trabalho por trás dos números

Para os servidores que atuam nas CACs, a rotina exige conhecimento técnico, organização e boa capacidade de comunicação — além de atenção genuína e acolhimento diante das necessidades variadas que cada pessoa atendida carrega consigo. É esse trabalho diário, muitas vezes pouco visível fora dos números de um relatório, que ajuda a tornar os serviços do Judiciário mais acessíveis para toda a população do estado.

Para entender os termos

  • Atermação: procedimento pelo qual um servidor auxilia o cidadão a formalizar, por escrito, um pedido de ação judicial, especialmente útil para quem não tem advogado constituído.
  • Balcão Virtual: canal de atendimento remoto por videochamada, que permite ao cidadão acessar serviços do Judiciário sem se deslocar até um fórum.
  • Central de Processos Eletrônicos (CPE): unidade responsável por apoiar o trâmite e a organização de processos judiciais em meio eletrônico.

Por que isso importa

O detalhe mais revelador desses números está na liderança do Balcão Virtual: mais de um terço de todos os atendimentos aconteceu por videochamada, superando inclusive o atendimento presencial. Num estado do tamanho de Rondônia, com distâncias enormes entre comarcas e municípios do interior, essa migração para o atendimento remoto tem potencial real de aproximar a Justiça de quem, até pouco tempo atrás, precisaria viajar horas só para tirar uma dúvida simples ou dar entrada num pedido.

Mas vale a mesma ressalva que cabe a qualquer expansão de serviço digital: atendimento por Balcão Virtual ou WhatsApp pressupõe acesso estável à internet e algum nível de familiaridade com tecnologia — recursos que ainda não chegam de forma equivalente a todos os municípios e a todas as faixas etárias do estado. Os números mostram uma central de atendimento em pleno funcionamento; o desafio que continua em aberto é garantir que essa mesma eficiência digital não deixe para trás justamente quem mais precisa de ajuda para navegar os serviços do Judiciário.

O conteúdo tem finalidade informativa e não substitui orientação jurídica individualizada, porque situações semelhantes podem produzir respostas diferentes conforme os fatos e documentos do caso.

Fonte: TJRO

Da redação, postado em 10 de setembro de 2026, às 00h37. Matéria revisado pelo Editor André Luiz Guimarães, revisão jurídica da Dra. Mariana Rodrigues Valle Guimarães, inscrita na OAB/RJ 205702.

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