Home / Justiça Estadual em Foco / Primeira ouvidora adjunta da Mulher do TJMS reúne rede de proteção

Primeira ouvidora adjunta da Mulher do TJMS reúne rede de proteção

Em reunião no dia 28 de outubro, a desembargadora Ana Carolina Ali Garcia aproximou ouvidorias e órgãos que atendem mulheres vítimas de violência em MS.

Por Editor André L. Guimarães| Revisão jurídica: Dra. Mariana Rodrigues Valle Guimarães, OAB/RJ 205.702

Publicado em 01 de novembro de 2026, às 16h33 | Atualizado em 01/11/2026.

Em resumo: o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul reuniu representantes de diferentes poderes e instituições para discutir o funcionamento das Ouvidorias da Mulher. A ideia é criar canais diretos entre os órgãos e uma agenda permanente de cooperação.

Está em situação de violência? Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher, gratuita, 24 horas) ou 190 (Polícia Militar) em emergência. Você pode pedir medida protetiva de urgência na delegacia, de preferência na Delegacia da Mulher, ou na Defensoria Pública.

Na quarta-feira, 28 de outubro, o Salão Pantanal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), em Campo Grande, recebeu uma reunião interinstitucional sobre as Ouvidorias da Mulher. Em pauta, o funcionamento desses canais e a melhoria do atendimento às demandas femininas.

Quem conduziu o encontro foi a ouvidora adjunta da Mulher do TJMS, desembargadora Ana Carolina Ali Garcia. A proposta era aproximar as instituições, trocar experiências e identificar demandas comuns que ajudem a aperfeiçoar as políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher.

O papel das ouvidorias

Na abertura, o ouvidor do TJMS, desembargador Marcelo Câmara Rasslan, falou das ouvidorias como ponte entre as instituições públicas e a população.

Segundo ele, esses canais recebem manifestações, identificam problemas que se repetem e levam as demandas à administração, o que ajuda a encontrar soluções e a melhorar os serviços. O desembargador também elogiou a iniciativa da colega de reunir os órgãos.

Os primeiros passos da Ouvidoria da Mulher

Ana Carolina explicou que a Ouvidoria da Mulher funciona como um braço da Ouvidoria Judiciária do tribunal. Para ela, a experiência já acumulada por essa estrutura orienta o trabalho.

A desembargadora defendeu que conhecer as realidades e as atribuições de cada órgão é o caminho para criar canais diretos de comunicação. Contou também o que fez desde que assumiu a função:

  • levantou as demandas ligadas ao atendimento às mulheres;
  • mapeou as instituições que têm ouvidorias específicas ou setores com essa atribuição.

Esse levantamento revelou diferentes estruturas de atendimento e abriu espaço para uma rede de contatos que facilite o encaminhamento de demandas e a troca de informações.

“A ouvidoria é um canal de diálogo do Tribunal com os cidadãos, oportunizando uma gestão participativa e transparente. Pela primeira vez temos a designação de uma Ouvidora Adjunta da Mulher no âmbito do TJMS, e nosso compromisso é com a melhoria do serviço jurisdicional e com o fortalecimento da Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres”.

A magistrada ainda chamou atenção para os dados de violência contra a mulher em Mato Grosso do Sul e para a necessidade de melhorar os serviços prestados à população. Na avaliação dela, a articulação entre os órgãos públicos pode fortalecer a política judiciária nacional de enfrentamento a essa violência.

No encerramento, Ana Carolina disse que o encontro superou suas expectativas. Ela apontou a troca de experiências e a disposição dos participantes em manter o diálogo como passos para iniciativas conjuntas.

O que as reclamações revelam

Os participantes também discutiram como as informações recebidas pelas ouvidorias ajudam a identificar problemas e a planejar políticas públicas.

Para o controlador-geral do Estado, Carlos Eduardo Girão de Arruda, as manifestações que chegam aos órgãos públicos mostram as dificuldades enfrentadas pela população. Na avaliação dele, não basta responder a cada caso: é preciso identificar padrões e problemas recorrentes para atacar as causas.

Analisar esses dados, segundo ele, ajuda as instituições a direcionar iniciativas e a oferecer respostas mais adequadas. A reunião reforçou ainda a necessidade de canais acessíveis para que as mulheres apresentem demandas, busquem orientação e conheçam seus direitos.

Para entender os termos

Quem participou

Pelo TJMS, estiveram a coordenadora da Coordenadoria da Mulher, desembargadora Sandra Artioli; a desembargadora Elizabete Anache; e a juíza da 4ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, Tatiana Said.

Todos os convidados compareceram:

  • Assembleia Legislativa: deputada estadual Gleice Jane;
  • OAB/MS: secretária-geral adjunta Letícia Arrais;
  • Justiça do Trabalho: juíza do Trabalho Ana Paola Emanuelli Balsanelli;
  • Tribunal de Contas do Estado (TCE/MS): conselheira Patrícia Sarmento dos Santos;
  • Ministério Público Estadual (MPMS): promotores e ouvidores Renzo Siufi e Clarissa Carlotto Torres;
  • Defensoria Pública do Estado: defensora Lucienne Borin Lima;
  • Controladoria do Estado: auditores Thiago Augusto de Oliveira Marinho e Laura Cesco;
  • Polícia Militar (PMMS): subcomandante-geral Neidy Nunes Barbosa;
  • Polícia Civil: delegada Ana Cláudia Oliveira Marques Medina;
  • Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3): ouvidora e desembargadora federal Marisa Ferreira dos Santos e juíza federal Dinamene Nascimento Nunes;
  • Ministério Público do Trabalho: procuradora Cândice Gabriela Arósio.

A expectativa é que o encontro inaugure uma agenda permanente de cooperação entre os órgãos, aproximando os canais de atendimento às mulheres sul-mato-grossenses.

O que é a Ouvidoria Adjunta da Mulher

A Ouvidoria Adjunta da Mulher foi criada pela Portaria nº 2.436, de 7 de novembro de 2022. É um canal de escuta e orientação ligado administrativamente à Ouvidoria Judiciária e hoje está a cargo da desembargadora Ana Carolina Ali Garcia.

Cabe a ela:

  • receber e encaminhar às autoridades competentes demandas sobre processos judiciais que tratam de violência contra a mulher;
  • receber informações, sugestões, reclamações, denúncias, críticas e elogios sobre o andamento desses processos;
  • informar a mulher vítima de violência sobre os direitos garantidos por lei.

A ouvidoria também contribui para aprimorar a Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres e, com isso, os serviços do Judiciário.

O que isso muda para você

Se você tem um processo de violência doméstica no TJMS e enfrenta problemas no andamento, pode procurar a Ouvidoria Adjunta da Mulher. Ela recebe reclamações e encaminha as demandas às autoridades responsáveis [VERIFICAR: canais de contato da Ouvidoria da Mulher no site do TJMS].

Para entender os termos

  • Ouvidoria: canal de um órgão público que recebe reclamações, sugestões, denúncias e elogios da população.
  • TJMS: sigla do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.
  • Reunião interinstitucional: encontro entre representantes de diferentes órgãos públicos para tratar de um tema comum.
  • Medida protetiva de urgência: ordem judicial que protege a mulher em risco, como o afastamento do agressor ou a proibição de contato.
  • Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres: conjunto de diretrizes do Conselho Nacional de Justiça para o atendimento dessas vítimas pelos tribunais.
  • Controladoria-Geral do Estado: órgão que fiscaliza a gestão pública estadual e analisa as manifestações dos cidadãos.

Guarde isto: o TJMS tem uma Ouvidoria Adjunta da Mulher que recebe reclamações sobre processos de violência contra a mulher. Em situação de risco, ligue 180 ou 190.

Precisa de ajuda? Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou 190 (Polícia Militar). A medida protetiva pode ser pedida na delegacia ou na Defensoria Pública, sem necessidade de advogado.

Este conteúdo é informativo e não substitui orientação jurídica para o seu caso.

Fontes

  • Notícia do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul sobre a reunião das Ouvidorias da Mulher [VERIFICAR: inserir link da notícia no portal do TJMS].
  • Portaria TJMS nº 2.436, de 7 de novembro de 2022, que instituiu a Ouvidoria Adjunta da Mulher.

Fale com a redação, aqui.

Edição Digital

Clique na Imagem e confira os PDFs
Clique na Imagem
PARTICIPE, GRUPO OFICIAL NO WHATSAPP

Apoio:

Clique na Imagem

Apoio:

Clique na Imagem

Publicidade:

Marketing Jurídico para Advogados

Publicidade:

Clique na Imagem

Apoio:

Clique na Imagem

Apoio:

Clique na Imagem