Com “De olho no STF”, “De olho no STJ” e “De olho no TST” no ar, faltava fechar o mapa da Justiça brasileira com a peça que, ironicamente, foi a primeira ideia que tivemos — e a que quase nos fez parecer “regionais demais”. Hoje entendemos melhor o que aquele comentário queria dizer: não era para abandonar os estados. Era para não parar neles.
É por isso que “Justiça Estadual em Foco” volta com um papel bem definido dentro da revista. Os outros três tribunais decidem para o país inteiro de uma vez: o que vale para a Constituição, o que resolve a vida civil, o que rege o trabalho. Mas a maior parte da Justiça que as pessoas efetivamente sente — uma briga de vizinhos, uma indenização, uma disputa de terra, um caso de violência doméstica — nunca sai do estado onde aconteceu. Ela começa e termina num Tribunal de Justiça estadual, e a imensa maioria nunca vira notícia fora dali.
Vinte e sete tribunais, uma só coluna
A proposta é simples e, ao mesmo tempo, ambiciosa: mostrar que decisão relevante não acontece só em São Paulo e no Rio de Janeiro. Acontece no Acre, em Sergipe, em Rondônia, no Amazonas — em qualquer um dos 27 Tribunais de Justiça do país. Cada edição visita um estado diferente, sempre seguindo a mesma regra que já é marca registrada da Sapiências: o caso, a decisão, e o que ela muda pra quem lê — mesmo que quem lê more a três mil quilômetros de distância do tribunal em questão.
Para garantir que nenhuma região fique de fora ao longo do ano, o giro segue um rodízio: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul se revezam, edição após edição. Não por obrigação de cota, mas porque é assim que se prova, na prática, que Justiça relevante não tem endereço fixo.
O mapa completo
Com “Justiça Estadual em Foco” ao lado das colunas sobre STF, STJ e TST, a Sapiências fecha um ciclo que começou com uma provocação e terminou virando método: mostrar o país inteiro decidindo, em todas as escalas, do gabinete em Brasília ao fórum de uma cidade que a maioria dos leitores nunca visitou — e nunca precisou visitar para entender o que aconteceu lá.
A régua continua a mesma de sempre: se o leitor precisar de um advogado do lado para entender a coluna, ela ainda não está pronta para publicar.
A coluna “Justiça Estadual em Foco” mantém periodicidade semanal, com rodízio regional a cada edição, e pode sair fora do calendário quando uma decisão estadual tiver repercussão nacional grande demais para esperar.
Da redação, atualizado em 01/08/2026, às 11h38














