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Caso dos descontos no INSS volta a Mendonça; Master fica com Fachin

O presidente do STF manteve a Operação Compliance Zero sob sua guarda, de forma provisória, porque relatórios policiais citam autoridade com foro no Supremo. O Plenário ainda vai analisar a decisão.

Publicado em 30 de outubro de 2026, às 15h20 | Fonte: Supremo Tribunal Federal (STF)

As duas investigações que tinham ido parar no gabinete do presidente do Supremo Tribunal Federal tomaram caminhos diferentes. Nesta quinta-feira (29), o ministro Edson Fachin devolveu ao ministro André Mendonça a Operação Sem Desconto, que apura descontos no INSS (PET 15041). Já a Operação Compliance Zero, sobre o Banco Master (PET 15556 e PET 16662), continua com a Presidência do tribunal, em caráter excepcional e provisório.

A decisão ainda precisa ser confirmada pelo Plenário do STF.

Como os casos chegaram à Presidência

As duas apurações foram enviadas à Presidência em setembro. Isso aconteceu depois que foram encontradas citações a autoridades com foro especial e que o ministro Alexandre de Moraes enviou uma representação (PET 16704). O documento apontava supostos indícios de irregularidades na condução da relatoria das duas operações.

A Procuradoria-Geral da República (PGR), porém, se manifestou e não encontrou elementos que configurem crime de abuso de autoridade (Lei 13.869/2019). Com base nisso, Fachin deu tratamento diferente a cada operação.

Operação Sem Desconto: de volta ao relator

Nas investigações sobre o INSS, Fachin concluiu que não havia menção nem indício concreto envolvendo autoridades com foro especial que justificasse manter o processo na Presidência. Por isso, determinou que o caso volte ao ministro André Mendonça para seguir normalmente.

Operação Compliance Zero: fica com a Presidência, por enquanto

No caso do Banco Master, a situação é outra. Como há relatórios policiais que citam uma autoridade que só pode ser investigada pelo STF, o procedimento continua sob a guarda da Presidência. A permanência é temporária e limitada a decisões urgentes, como a revisão periódica das prisões preventivas.

O prazo máximo é de 90 dias, contados a partir de 12 de setembro. A situação será reavaliada antes disso se acontecer qualquer um destes fatos:

  • o Plenário concluir o julgamento da questão de ordem iniciada na PET 16662;
  • terminar o prazo regimental do pedido de vista do ministro Flávio Dino;
  • a Polícia Federal entregar o relatório detalhado, já solicitado, sobre as menções a ministros do STF nas investigações ligadas ao Banco Master.

Fachin ressaltou que a medida não antecipa nenhuma avaliação sobre o mérito das investigações e não define, de forma definitiva, quem é o ministro responsável pelos casos.

[Frase crítica opcional] O episódio expõe um quadro raro: uma investigação que cita ministros do próprio Supremo, sendo administrada pela cúpula do mesmo tribunal enquanto se discute quem deve conduzi-la.

O que vem agora

O Plenário vai analisar a decisão e, ao mesmo tempo, discutir se as apurações devem ser separadas de forma definitiva e quem tem competência para julgar os fatos.

Leia a íntegra da decisão.

Fonte: Supremo Tribunal Federal (STF).

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