O tribunal cumpriu os 83 itens do Ranking da Transparência 2026, que avalia se os órgãos da Justiça publicam informações de interesse público.
Por André Luiz Guimarães, editor | Com informações do CNJ
Publicado em 12 de outubro de 2026, às 10h00.
Em resumo: o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), que atende o Rio de Janeiro e o Espírito Santo, cumpriu 100% dos itens do Ranking da Transparência do Poder Judiciário 2026, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). É a primeira vez que o tribunal atinge a pontuação máxima. O resultado foi divulgado em 24 de agosto.
Quanto o tribunal gasta, com quem assina contratos, quando acontecem as sessões de julgamento: são informações que qualquer cidadão deveria encontrar com facilidade. É isso que o CNJ mede todo ano no Ranking da Transparência. Na edição de 2026, o TRF2 cumpriu todos os itens avaliados.
O resultado foi divulgado na manhã de segunda-feira, 24 de agosto, durante a 2ª Reunião Preparatória do Encontro Nacional do Poder Judiciário (ENPJ). O TRF2 é presidido pelo desembargador federal Luiz Paulo da Silva Araújo Filho.
[VERIFICAR: o texto original é de 24 de agosto; confirmar se a notícia ainda é atual para publicação]
Primeira vez no topo
O TRF2 já tinha se destacado entre os Tribunais Regionais Federais em edições anteriores. Mas esta é a primeira vez que alcança a pontuação máxima.
Para que serve o ranking
Segundo o CNJ, o objetivo é incentivar os órgãos do Judiciário a apresentar suas informações de forma mais clara, acessível e padronizada, o que facilita o controle social e amplia a transparência pública. A iniciativa é coordenada pela Comissão Permanente de Eficiência Operacional e Gestão de Pessoas do CNJ e segue as normas de acesso à informação do Judiciário e a Lei de Acesso à Informação (LAI). [VERIFICAR: o texto original dá dois nomes diferentes para a comissão do CNJ]
Para a conselheira do CNJ e ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Kátia Arruda, informações públicas de qualidade reduzem a distância entre o que o Estado e o Judiciário sabem e o que a sociedade sabe. “Possibilita que o cidadão, o pesquisador, a imprensa, enfim, todas as organizações sociais avaliem esses resultados, identifiquem deficiências e participem de maneira mais informada no aperfeiçoamento das políticas públicas”, afirmou a ministra, que preside a Comissão de Gestão e Eficiência Operacional do Poder Judiciário.
A pontuação no ranking também conta para o Prêmio CNJ de Qualidade.
O que é avaliado
São 83 perguntas, divididas em 11 temas:
- Gestão;
- Audiências e Sessões;
- Serviço de Informações ao Cidadão (SIC);
- Ouvidoria;
- Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC);
- Gestão Orçamentária e Financeira;
- Licitações, Contratos e Instrumentos de Cooperação;
- Gestão de Pessoas;
- Auditoria e Prestação de Contas;
- Sustentabilidade;
- Acessibilidade.
Entre as informações que os tribunais devem publicar estão os resultados do planejamento estratégico, o calendário das sessões de julgamento, respostas às perguntas mais frequentes e um painel sobre tecnologia da informação que permita filtrar, consultar e baixar dados públicos.
O resultado completo pode ser consultado no painel do CNJ.
O que isso muda para você
O ranking mede se as informações estão publicadas, e não a qualidade dos julgamentos. Mas é um bom ponto de partida: se você quer saber como o tribunal da sua região gasta o dinheiro público ou quando seu processo pode ser julgado, os dados devem estar no site do tribunal. Se não estiverem, você pode pedi-los pela Lei de Acesso à Informação.
Para entender os termos
- Lei de Acesso à Informação (LAI): lei que garante a qualquer pessoa o direito de pedir e receber informações de órgãos públicos.
- Controle social: fiscalização da administração pública feita pelos próprios cidadãos.
- Serviço de Informações ao Cidadão (SIC): canal dos órgãos públicos para receber pedidos de informação.
- Ouvidoria: setor que recebe reclamações, sugestões e elogios sobre o serviço público.
- Sessão colegiada: julgamento feito por um grupo de juízes ou desembargadores, e não por um só.
Fontes
- CNJ — Ranking da Transparência do Poder Judiciário 2026 [VERIFICAR: link da notícia]
- CNJ — Painel do Ranking da Transparência 2026
- Lei de Acesso à Informação — Lei 12.527/2011













