Por Editor André L. Guimarães | Revisão jurídica: Dra. Mariana Rodrigues Valle Guimarães, OAB/RJ 205.702
Publicado em 21 de outubro de 2026, às 10h00.
Resolver um conflito conversando, sem arrastar uma briga na Justiça por anos. Para o cidadão, isso pode significar uma solução mais rápida e menos desgastante. Essa é a proposta da 21ª Semana Nacional da Conciliação, que o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) realiza de 3 a 6 de novembro.
A campanha é promovida todo ano pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) desde 2006. Ela mobiliza tribunais de todo o país para incentivar acordos e fortalecer a cultura da paz. No TRF6, a conciliação acontece o ano inteiro, mas a Semana Nacional reforça a importância dessa prática.
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“A solução consensual de conflitos é uma política permanente, que acontece durante todo o ano no Tribunal. Mas a Semana Nacional de Conciliação é um momento para refletir sobre essa política judiciária e mostrar sua importância não só para a resolução de processos, mas sobretudo para a pacificação da sociedade”, afirma o desembargador federal Prado de Vasconcelos, coordenador da Coordenadoria Regional de Solução Adequada de Controvérsias (Cojus).
Como funciona a conciliação
O tribunal seleciona, em todo o estado, os processos que podem ser resolvidos por acordo. As partes são intimadas para uma audiência, mas a participação é voluntária. No encontro, são apresentadas propostas para tentar chegar a um entendimento.
Entre os casos previstos para a Semana estão processos sobre financiamentos da Caixa Econômica Federal, benefícios previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e questões ambientais, entre outros.
Quem tem um processo na Justiça Federal da 6ª Região, quer tentar um acordo e não foi chamado para a Semana pode escrever para conciliar@trf6.jus.br. Pelo e-mail, é possível saber se o caso admite conciliação.
O TRF6 também mantém Centros Judiciários de Solução Consensual de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) em todas as Subseções Judiciárias. Neles, o cidadão recebe orientação sobre os procedimentos e as possibilidades de acordo. “Nós temos aqui no TRF6 os Cejuscs, onde as pessoas podem ser orientadas. Existem profissionais treinados para esclarecer questões relacionadas à solução de conflitos”, explica o desembargador.
Confira aqui as informações e contatos dos Cejuscs.
Uma porta a mais para fugir da espera
Segundo Prado de Vasconcelos, o Brasil tem cerca de 100 milhões de processos judiciais, somando casos novos e processos em andamento. Diante desse volume, a conciliação abre mais caminhos para resolver conflitos. Quando há condições de acordo, ela evita que as partes fiquem anos aguardando uma decisão.
O próprio desembargador reconhece que a demora é um dos grandes problemas do Judiciário:
“Essa possibilidade de solução autônoma favorece a redução da judicialização. Além disso, possibilita uma solução mais rápida para o problema, porque, na conciliação, as partes podem chegar a um acordo na própria audiência, evitando a espera, que é um dos grandes gargalos e problemas do Poder Judiciário. A ideia central é que, com essa porta adicional, a gente consiga solucionar questões que possam ser resolvidas de maneira mais simplificada e dar ao cidadão, por meio desse sistema multiportas de acesso ao Judiciário, mais uma possibilidade para resolver seu conflito rapidamente, preservando o princípio constitucional da duração razoável do processo”, afirma.













