Home / Juris in Foco / Regionais demais? Talvez. Mas nunca pequenos. Chegou a coluna “De olho no STF”.

Regionais demais? Talvez. Mas nunca pequenos. Chegou a coluna “De olho no STF”.

Há um comentário que guardo comigo desde a última análise de resultados: alguém disse, meio de brincadeira, meio a sério, que a Sapiências estava “parecendo regional demais”. Rimos na hora. Mas aquilo ficou martelando.

Fazia sentido, na verdade. Construímos uma seção inteira para provar que Justiça relevante não acontece só nos gabinetes de São Paulo ou do Rio — que um tribunal estadual no meio do país pode decidir algo que muda a vida de milhares de pessoas, mesmo sem sair no jornal nacional. Isso continua verdadeiro, e continua sendo uma das coisas de que mais me orgulho nesta revista. Só que, ao olhar tanto para os estados, deixamos um andar vazio: o de cima. O lugar onde uma única decisão, tomada por onze pessoas em Brasília, pode valer para os 213 milhões de brasileiros ao mesmo tempo.

É esse andar que a nova coluna “De olho no STF” vem ocupar.

O mesmo compromisso, em outra escala

Quero ser claro sobre uma coisa: esta não é uma coluna sobre o Supremo. É uma coluna sobre  “como o Supremo entra na sua vida” — no seu contracheque, no seu aluguel, no seu INSS, na sua rede social. O tribunal é só o cenário. O personagem principal é sempre quem lê.

Isso significa que a Sapiências continua fazendo a mesma promessa que fez desde a primeira edição: “descomplicar o direito para quem não é do direito”. Só que agora com um caso por vez, direto da mais alta corte do país, contado do jeito que qualquer pessoa entenderia numa conversa de fim de tarde — sem número de processo enfeitando o texto, sem citação de lei que precisa de outra explicação para ser entendida.

Cada edição segue uma lógica simples, quase de contar uma história: “o que aconteceu, o que foi decidido, e o que isso muda pra você.” Nessa ordem, sempre. Porque decisão sem contexto é só um veredito jogado no vácuo — e a Sapiências não existe para jogar coisas no vácuo.

Uma coluna, duas escalas de Justiça

Não vejo “De olho no STF” como substituta de nada que já fazíamos. Vejo como o outro lado do mesmo mapa. De um lado, a Justiça que resolve a vida de quem mora perto — a estadual, a que já contávamos. Do outro, a que decide de uma vez para o país inteiro. Uma revista que mostra as duas não é regional demais. É, na verdade, a única que está mostrando o quadro completo.

Talvez essa seja a resposta mais honesta que eu poderia dar àquele comentário lá atrás: não vamos parar de olhar para os estados. Vamos só parar de fingir que o país acaba neles.

A coluna “De olho no STF” estreia com periodicidade semanal, com um resumo das principais decisões que ocorreram na semana,  sempre com um caso, uma decisão e uma resposta clara para a pergunta que todo leitor da Sapiências faz primeiro: e daí, o que isso muda pra mim? E quando o Supremo decidir algo grande demais para esperar a próxima edição, a coluna sai fora do calendário — porque notícia de grande repercussão não pede licença.

Da redação, atualizado em 01/08/2026, às 11h13

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