Por Editor André L. Guimarães | Revisão jurídica: Dra. Mariana Rodrigues Valle Guimarães, OAB/RJ 205.702
Publicado em 21 de outubro de 2026, às 10h22
Publicada em 1968, a obra analisa a atuação do STF desde sua fundação e volta às livrarias em segunda edição.
Mais de meio século depois de ser publicado, um livro com um título incômodo volta a circular: “O Supremo Tribunal Federal, esse outro desconhecido”. A segunda edição foi lançada nesta quarta-feira (21), na biblioteca do Supremo Tribunal Federal (STF), com a presença do presidente da Corte, ministro Edson Fachin.
O autor é o ministro Aliomar Baleeiro, que presidiu o STF entre 1971 e 1973. A obra saiu originalmente em 1968.
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Para Fachin, conhecer o Supremo exige mais do que acompanhar os debates do dia a dia. É preciso entender sua trajetória e suas decisões. “O Supremo, de algum modo, continua ainda sendo desconhecido”, afirmou. Segundo ele, o conhecimento não diz respeito apenas à superficialidade dos fatos, “mas à substância daquilo que o Tribunal faz ao longo da sua história”.
O ministro vê na reedição uma forma de aproximar a sociedade da história e do funcionamento da Corte. Para ele, o Supremo precisa continuar trabalhando para que o público entenda melhor suas funções. “Cabe a nós diminuir essa distância com a mesma gravidade e a mesma coragem de Baleeiro, convictos de que uma Corte que se deixa conhecer criticamente se fortalece e fortalece a confiança que a sociedade nela pode depositar”, declarou.
O prefácio da nova edição é de Roberto Rosas, professor de direito da Universidade de Brasília (UnB). Ele destacou o valor histórico do livro, que “se tornou uma referência para estudos sobre o Supremo e o Poder Judiciário”.
Sobre a obra
No livro, Aliomar Baleeiro, que morreu em 1978, analisa a trajetória do STF desde a fundação, além de suas funções e de seu funcionamento.
Que o próprio presidente da Corte reconheça, quase 60 anos depois, que o diagnóstico de Baleeiro ainda vale diz muito sobre a distância entre o Supremo e a sociedade que ele deveria servir.













