Resumo: Este editorial apresenta a nova coluna “À Luz da Psicologia Jurídica” em nossa revista jurídica digital, dedicada a explorar a interseção fundamental entre o Direito e a Psicologia. Destaca a importância de uma abordagem interdisciplinar para compreender as complexas dinâmicas humanas que permeiam o sistema de justiça, desde a violência doméstica até questões de direito da família, criminal e infanto-juvenil. O objetivo é fornecer aos operadores do Direito ferramentas teóricas e práticas para uma atuação mais humanizada e eficaz, promovendo a reflexão crítica sobre o papel da lei e da ciência do comportamento na busca por uma justiça mais equitativa.
Quêmela Albuquerque – Psicóloga e Perita Forense – CRP 05/68157
Prezados leitores e leitoras,
É com grande entusiasmo que apresentamos a nova coluna “À Luz da Psicologia Jurídica” em nossa revista jurídica digital. Em um cenário onde a complexidade das relações humanas desafia constantemente os limites da norma, a Psicologia Jurídica emerge como uma ferramenta indispensável para a compreensão aprofundada dos fenômenos que permeiam o sistema de justiça [1, 2].
Acreditamos que o Direito, em sua busca incessante por justiça, não pode prescindir da compreensão das intrincadas teias da mente humana. A lei, por si só, é um arcabouço normativo; a Psicologia, por sua vez, oferece a chave para decifrar as motivações, os comportamentos e as sequelas emocionais que moldam os casos jurídicos. Ignorar a dimensão psicológica é correr o risco de aplicar a lei de forma descontextualizada, distanciando-se da realidade vivida pelos indivíduos [3, 4].
Nesta coluna, exploraremos, de forma técnica e aprofundada, os mais diversos temas em que a Psicologia Jurídica se faz presente. Abordaremos desde as complexas dinâmicas da violência doméstica – com suas repercussões no trauma, na saúde mental e nos grupos vulneráveis – até questões de direito da família, criminal, infanto-juvenil, e a avaliação de testemunhos e perfis psicológicos. Nosso objetivo é iluminar as intersecções entre o saber jurídico e o psicológico, oferecendo subsídios para uma atuação mais humanizada, ética e eficaz no campo do Direito [2, 5].
Nosso compromisso é com a informação qualificada, o debate crítico e a promoção de uma justiça que compreenda a integralidade do ser humano. Convidamos advogados, juízes, promotores, defensores públicos, psicólogos e todos os interessados a nos acompanhar nesta jornada de conhecimento e reflexão. Que esta coluna seja um instrumento para ampliar horizontes, desmistificar preconceitos e fortalecer a busca por uma sociedade onde a justiça seja verdadeiramente equitativa e sensível às nuances da condição humana.
Boa leitura!
Referências Bibliográficas
- TRINDADE, J. Manual de Psicologia Jurídica para Operadores do Direito. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2012.
- CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Referências técnicas para atuação de psicólogas(os) no atendimento às mulheres em situação de violência. Brasília: CFP, 2024.
- SAFFIOTI, H. I. B. Gênero, patriarcado, violência. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2004.
- VAN DER KOLK, B. O corpo guarda a dor: cérebro, mente e corpo na cura do trauma. Rio de Janeiro: Sextante, 2020.
- LAGO, V. M. et al. Um breve histórico da psicologia jurídica no Brasil e seus campos de atuação. Estudos de Psicologia (Campinas), 2009.












