O Tribunal Regional Federal da 2ª Região escolheu, nesta quinta-feira, 3 de setembro, seus dois novos desembargadores. A Juíza Federal Geraldine Pinto Vital de Castro subiu por merecimento; o Juiz Federal Wilney Magno de Azevedo Silva, por antiguidade. A sessão administrativa foi conduzida pelo presidente da Corte, desembargador federal Luiz Paulo da Silva Araújo Filho.
A primeira lista tríplice só de mulheres
Pela primeira vez na história do TRF2, a lista tríplice de merecimento foi formada inteiramente por mulheres — cumprindo, enfim, a política de equidade de gênero prevista na Resolução nº 525/2023, do CNJ.
A norma existe porque, sem ação afirmativa, a proporção de mulheres nos tribunais simplesmente não avança sozinha. Ela determina que, nas Cortes ainda distantes da faixa de 40% a 60% por gênero na magistratura de carreira, as vagas por merecimento alternem entre editais mistos e editais exclusivos para mulheres, até a paridade ser alcançada. Foi essa a regra aplicada agora: só juízas federais de carreira concorreram à promoção.
Merecimento consecutivo garante a vaga
Geraldine Pinto Vital de Castro encabeçou a lista com 27 votos — e sua promoção, na prática, já estava assegurada. É a terceira vez consecutiva que ela aparece em lista tríplice de merecimento, e a Constituição obriga a promoção do magistrado nessa situação (três vezes seguidas ou cinco alternadas). O nome segue agora para decisão do presidente da República.
Durante a sessão, os desembargadores que participaram da votação destacaram o caráter histórico da lista e disseram estar satisfeitos em ver a política de equidade sair do papel. Com a chegada de Geraldine Castro, o Pleno do TRF2 passa a ter sete de suas 35 cadeiras ocupadas por mulheres — um número que ainda diz muito sobre o quanto falta caminhar.
Wilney Magno de Azevedo Silva, por sua vez, chega ao tribunal pelo critério de antiguidade.
Quem são os novos desembargadores
Geraldine Castro é titular da 27ª Vara Federal Cível do Rio de Janeiro e está convocada desde maio de 2025 para compor o quórum do TRF2. Ela também integra a Comissão de Soluções Fundiárias da Corte, responsável por buscar saídas consensuais para conflitos fundiários coletivos, urbanos e rurais — especialmente os que envolvem populações em situação de vulnerabilidade.
Wilney Magno acumula 30 anos de magistratura federal e é titular da 16ª Vara Federal Cível do Rio de Janeiro. Também já atuou como docente nas Escolas da Magistratura Regional Federal da 2ª Região (Emarf) e do Estado do Rio de Janeiro (Emerj).
Fonte: TRF2
Da redação, postado em 14 de setembro de 2026, às 19h24. Matéria revisado pelo Editor André Luiz Guimarães, revisão jurídica da Dra. Mariana Rodrigues Valle Guimarães, inscrita na OAB/RJ 205702.
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