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Professor é morto a tiros a caminho da escola na Bahia

Para Entender Rapidamente Um professor de 34 anos foi morto a tiros na noite de quinta-feira (1º), enquanto seguia para a escola onde trabalhava, no povoado de Bem-Bom, zona rural de Casa Nova, no norte da Bahia. Jarbas Ferreira Santos foi encontrado ferido na BA-723 e levado à UPA de Remanso, mas não resistiu. Até a publicação desta reportagem, autoria e motivação do crime seguem desconhecidas. O corpo foi encaminhado ao IML para necropsia — procedimento que, em casos de morte violenta, já é obrigatório por força do art. 162 do Código de Processo Penal.

Um professor de 34 anos foi morto a tiros na noite de quinta-feira (1º), enquanto seguia para a escola onde trabalhava, no povoado de Bem-Bom, zona rural de Casa Nova, no norte da Bahia. Segundo a Polícia Civil, a vítima foi identificada como Jarbas Ferreira Santos.

Como aconteceu

O crime ocorreu por volta das 19h, na BA-723, entre os povoados de Bem-Bom e Caraíbas. Jarbas foi encontrado caído em via pública, com ferimentos compatíveis com disparos de arma de fogo. Ele foi socorrido e levado para a Unidade de Pronto Atendimento de Remanso, cidade vizinha, mas não resistiu aos ferimentos.

Quem era Jarbas

Jarbas trabalhava como professor na Escola Municipal São Pedro, na região de Macambira, em Casa Nova, e também na Escola Estadual Maria Tereza Cabral, no povoado de Bem-Bom. No momento do crime, estava a caminho dessa última unidade.

O que ainda falta esclarecer

Até a publicação desta reportagem, não havia informações sobre autoria ou motivação do homicídio.

A Delegacia Territorial de Casa Nova instaurou inquérito para investigar o caso. O Departamento de Polícia Técnica foi acionado para realizar perícia, e encaminhou o corpo de Jarbas ao Instituto Médico Legal, para passar por necropsia. Esse procedimento, em casos de morte violenta, já não é mera formalidade opcional: o artigo 162 do Código de Processo Penal estabelece que, nessas situações, o exame interno é obrigatório, servindo justamente para reunir, de forma técnica e documentada, elementos que possam ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte.

Segundo a Polícia Civil, oitivas e diligências seguem em andamento para esclarecer o crime.

Para entender os termos

  • BA-723: rodovia estadual baiana onde ocorreu o crime, no trecho entre os povoados de Bem-Bom e Caraíbas.
  • Art. 162, CPP: determina a obrigatoriedade de necropsia, incluindo exame interno, em todos os casos de morte violenta.
  • Delegacia Territorial: unidade policial com atribuição sobre determinada área geográfica, responsável pela apuração inicial de crimes ocorridos em sua jurisdição.
  • Departamento de Polícia Técnica: órgão responsável pela perícia criminal, incluindo exame de local de crime e produção de laudos técnicos.

Por que isso importa

A morte de um professor a caminho do trabalho, sem motivação aparente até o momento, expõe uma vulnerabilidade que atravessa o cotidiano de quem precisa percorrer estradas rurais, muitas vezes isoladas, para exercer sua profissão. Jarbas lecionava em duas escolas, em dois povoados diferentes — rotina comum entre educadores de zonas rurais, que frequentemente precisam se deslocar por trechos de rodovia sem a mesma infraestrutura de segurança disponível em centros urbanos.

Com autoria e motivação ainda desconhecidas, qualquer conclusão sobre o caso seria prematura. O que já está em curso é o procedimento técnico que a própria legislação processual penal exige para esse tipo de morte: perícia no local, necropsia obrigatória, e oitivas que, somadas, deverão reconstruir o que aconteceu naquela noite na BA-723. Até lá, resta à comunidade escolar de Casa Nova e Remanso conviver com a ausência de um professor morto a caminho de cumprir, como em tantos outros dias, sua rotina de trabalho.

O conteúdo tem finalidade informativa e não substitui orientação jurídica individualizada, porque situações semelhantes podem produzir respostas diferentes conforme os fatos e documentos do caso.

Da redação, postado em 02 de outubro de 2026, às 14h29. Matéria revisado pelo Editor André Luiz Guimarães, revisão jurídica da Dra. Mariana Rodrigues Valle Guimarães, inscrita na OAB/RJ 205702.

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