Digitou um número errado e mandou o Pix para outra pessoa? A primeira reação de pânico não precisa ser a última. Desde 2023, o Banco Central exige que as instituições financeiras ofereçam o Mecanismo Especial de Devolução (MED) direto no aplicativo — e, em boa parte dos casos, o dinheiro volta sem precisar de advogado ou ação judicial.
O caminho é simples: dentro do próprio app do banco, na tela do Pix, existe uma opção para “solicitar devolução” ou “reportar problema”. Ao abrir o chamado, o banco tem até 96 horas para analisar e, se confirmado o erro, devolver o valor. O prazo para acionar o MED é de até 80 dias após a transferência — depois disso, o caminho passa a ser o Judiciário ou o Procon.
Se o banco não abrir o chamado, demorar além do prazo ou simplesmente não responder, o passo seguinte é registrar reclamação no Banco Central (via Registrato ou canal de reclamações do BC) e, em paralelo, no Procon — o histórico de protocolo dentro do próprio app é a prova mais importante para qualquer uma dessas etapas.
Para entender os termos:
MED (Mecanismo Especial de Devolução): sistema do Banco Central que obriga bancos a analisar e, se comprovada a fraude ou o erro, devolver valores de Pix.
Registrato: plataforma do Banco Central onde o cidadão consulta e registra reclamações sobre operações financeiras em seu nome.
Por que isso importa: o Pix já é o meio de pagamento mais usado no país, e o erro de digitação é o incidente mais comum relatado por usuários. Saber que existe um mecanismo formal — e um prazo — muda a corrida contra o tempo de “ligar para todo mundo” para um processo com etapas e prazo garantidos por lei.
Da redação, atualizado em 02/08/2026, às 14h36














