As faixas vazadas passaram de 8 milhões de acessos nas plataformas. O prejuízo é estimado em R$ 3,7 milhões.
Por Editor André L. Guimarães | Revisão jurídica: Dra. Mariana Rodrigues Valle Guimarães, OAB/RJ 205.702
Publicado em 22 de outubro de 2026, às 10h22
Um ex-funcionário do rapper Eminem se declarou culpado na Justiça dos Estados Unidos por copiar e vender, sem autorização, músicas inéditas do artista.
Joseph Strange, de 48 anos, trabalhou para o músico de 2007 a 2021. Segundo os documentos do processo, ele atuava em um estúdio onde Eminem desenvolvia novos projetos. Ajudou a montar o sistema de computadores do local e tinha acesso a discos rígidos protegidos por senha, com material ainda em criação.
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Foi desse acervo que ele copiou dez ou mais arquivos de áudio, em diferentes fases de produção. Entre julho e agosto de 2024, vendeu o material pela internet por cerca de US$ 50 mil, o equivalente a R$ 250 mil na cotação atual.
As faixas acabaram vazando para plataformas públicas de streaming. Segundo os investigadores, até novembro de 2025 os arquivos pirateados tinham sido acessados mais de 8 milhões de vezes. O prejuízo total com a violação dos direitos autorais é estimado em pelo menos US$ 750 mil, cerca de R$ 3,7 milhões.
Strange confessou o crime de violação de direitos autorais. A audiência que vai definir a sentença está marcada para 27 de janeiro de 2027, e a pena máxima é de cinco anos de prisão.
Para o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e o FBI, o acusado abusou de uma posição de confiança para lucrar com um trabalho criativo que ainda não tinha sido liberado para o público.













