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Dono de restaurante em Cristalina é preso por explorar adolescentes

Polícia encontrou uma jovem de 14 anos num quarto dentro da churrascaria. Ao menos quatro vítimas já foram identificadas. A responsável pela adolescente também foi presa.

Por André Luiz Guimarães, editor | Com informações do Metrópoles

Publicado em 9 de outubro de 2026, às 0h08.

Suspeita de abuso ou exploração sexual de criança ou adolescente? Denuncie pelo Disque 100, que funciona 24 horas, de graça e aceita denúncia anônima. Em emergência, ligue 190. O Conselho Tutelar da sua cidade também pode ser acionado.

Em resumo: o empresário Demilson Gurgel de Freitas, dono de uma churrascaria em Cristalina (GO), foi preso em flagrante na quinta-feira (8) por exploração sexual de adolescente e por posse e porte ilegal de arma de uso restrito. Segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO), uma adolescente de 14 anos foi encontrada num quarto dentro do restaurante. A responsável legal por ela também foi presa. Ao menos quatro vítimas foram identificadas.

Por trás do salão de uma churrascaria em Cristalina, no Entorno do Distrito Federal, havia um quarto. Foi ali que policiais civis encontraram, na quinta-feira (8), uma adolescente de 14 anos que tinha passado a noite com o dono do estabelecimento.

O empresário Demilson Gurgel de Freitas foi preso no próprio restaurante, numa operação da Delegacia de Cristalina com apoio da Guarda Civil Municipal.

O que a polícia encontrou

Segundo a PCGO, o relato da jovem, as circunstâncias verificadas no local, as imagens das câmeras de segurança e as conversas identificadas até agora confirmaram que ela tinha passado a noite ali.

No restaurante, os policiais apreenderam várias armas e munições, inclusive de uso restrito, além de celulares. Nos aparelhos, foram encontrados imagens e vídeos com conteúdo sexual envolvendo crianças e adolescentes. O material passará por perícia.

Dinheiro, presentes e ao menos quatro vítimas

A polícia já identificou pelo menos quatro vítimas. De acordo com as investigações, o empresário atraía as adolescentes oferecendo dinheiro em troca de atividades de cunho sexual.

Ele fazia transferências por Pix a partir de R$ 200, segundo a apuração. Também pagava serviços de beleza, como extensão de cílios, e chegou a dar uma motocicleta a uma das jovens.

A responsável pela adolescente também foi presa

O empresário foi autuado em flagrante por exploração sexual de adolescente e por crime ligado à posse e ao porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

A responsável legal pela adolescente também foi presa em flagrante. Segundo a investigação, havia elementos de que ela sabia da situação e poderia ter sido conivente com a exploração.

O Conselho Tutelar foi acionado e atendeu a adolescente para adotar as medidas de proteção necessárias. A investigação continua, para identificar outros envolvidos, entender a extensão da rede e localizar possíveis outras vítimas.

O Metrópoles informou que tentou contato com o empresário e com o restaurante. A Revista Sapiências também mantém o espaço aberto para manifestações.

O que diz a lei

O Código Penal pune com 4 a 10 anos de reclusão quem submete, induz ou atrai menor de 18 anos à prostituição ou a outra forma de exploração sexual. A mesma pena vale para quem pratica ato sexual com adolescente entre 14 e 18 anos nessa situação (art. 218-B, caput e § 2º, I, do Código Penal).

O que isso muda para você

Adultos que oferecem dinheiro, presentes ou favores a adolescentes em troca de encontros merecem atenção. Pais, responsáveis, professores e vizinhos podem denunciar suspeitas, mesmo sem provas, pelo Disque 100. A identidade de quem denuncia é preservada.

Para entender os termos

  • Exploração sexual: uso de criança ou adolescente em atividade sexual em troca de dinheiro, presentes ou qualquer outra vantagem.
  • Prisão em flagrante: prisão feita no momento do crime ou logo depois dele.
  • Arma de uso restrito: arma ou munição cujo uso é permitido apenas a forças de segurança e a pessoas com autorização especial.
  • Conivência: quando alguém sabe de um crime e deixa que ele aconteça, sem impedir nem denunciar.
  • Conselho Tutelar: órgão de cada município responsável por proteger os direitos de crianças e adolescentes.
  • Perícia: análise técnica feita por especialistas para produzir provas.

Precisa denunciar? Disque 100 (24 horas, gratuito e anônimo), 190 em emergências ou o Conselho Tutelar da sua cidade.

Este conteúdo é informativo e não substitui orientação jurídica para o seu caso.

Fontes

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