Para Entender Rapidamente O TRT-10 já começou a se preparar para a 21ª Semana Nacional da Conciliação, marcada para 3 a 6 de novembro em todo o Judiciário. A iniciativa integra a Política Judiciária Nacional de Tratamento Adequado dos Conflitos (Resolução CNJ 125/2010), incentivando acordos em vez de sentenças. Para dar uma ideia do alcance: a edição de 2025 no Amazonas, sozinha, atendeu mais de 19 mil pessoas e homologou acordos que somaram R$ 21,2 milhões em benefícios econômicos diretos.
O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região começou os preparativos para participar da 21ª edição da Semana Nacional da Conciliação, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça. O evento acontece de 3 a 6 de novembro de 2026, em todo o Poder Judiciário.
O que a iniciativa busca fortalecer
A ação busca fortalecer a Política Judiciária Nacional de Tratamento Adequado dos Conflitos de Interesses, instituída pela Resolução CNJ 125/2010, e incentivar o uso de métodos consensuais para solução de conflitos. A proposta também contribui, segundo o próprio CNJ, para a pacificação social.
Como está a preparação no TRT-10
O CNJ encaminhou antecipadamente a comunicação aos tribunais, permitindo a organização, o planejamento e a mobilização necessários para as atividades do evento. No TRT-10, essa preparação envolve a mobilização de magistrados, servidores, das Varas do Trabalho e dos Centros Judiciários de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejuscs) de primeiro e segundo graus, além de outros atores que participam das ações de conciliação.
O que esperar do evento
A Semana Nacional da Conciliação integra as ações do Judiciário voltadas ao tratamento adequado de conflitos e ao incentivo à construção de soluções consensuais. Durante o evento, as unidades envolvidas podem desenvolver ações de conciliação e mobilização conforme a organização de cada tribunal.
Para dimensionar o que esse tipo de mutirão costuma representar na prática, vale olhar para uma edição recente: em 2025, apenas no âmbito da Justiça Estadual do Amazonas, a 20ª edição da Semana atendeu mais de 19,3 mil pessoas, realizou 3.028 audiências — das quais 16,5% terminaram em acordo — e movimentou mais de R$ 21,2 milhões em benefícios econômicos diretos para quem participou. São números de um único estado, numa única edição, o que ajuda a entender por que o CNJ segue investindo nesse formato de mobilização concentrada desde 2006.
Para entender os termos
- Resolução CNJ 125/2010: norma que instituiu a Política Judiciária Nacional de Tratamento Adequado dos Conflitos de Interesses, tornando obrigatória a oferta de conciliação e mediação por todos os tribunais do país.
- Cejusc (Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania): unidade especializada dos tribunais, responsável por realizar sessões de conciliação e mediação, tanto em processos já em andamento quanto em conflitos ainda não judicializados.
- Conciliação processual: modalidade de acordo buscada durante um processo já em tramitação na Justiça, diferente da conciliação pré-processual, que ocorre antes de qualquer ação judicial.
- Esforço concentrado: modelo de mutirão em que o Judiciário direciona, por um período determinado, grande volume de audiências e recursos para tentativa de acordo em processos selecionados.
Por que isso importa
Os números de uma única edição estadual já dão a dimensão do que está em jogo numa mobilização nacional dessas: dezenas de milhares de audiências, potencialmente centenas de milhões de reais movimentados em acordos, e — o dado talvez mais relevante — processos que se encerram em dias, em vez de anos de tramitação judicial convencional. Para quem está de um lado ou outro de um conflito trabalhista, essa diferença de tempo raramente é apenas estatística: significa resolver uma dívida, um vínculo empregatício ou uma indenização muito antes do que a via judicial tradicional permitiria.
Vale registrar também que a preparação prévia — como a mobilização já em curso no TRT-10, meses antes do evento — não é burocracia desnecessária: é o que permite que magistrados, servidores e Cejuscs consigam, de fato, selecionar processos com real potencial de acordo, evitando que a Semana vire apenas mais uma pauta de audiências sem preparo específico. O sucesso desse tipo de mutirão depende menos do dia do evento em si, e mais do trabalho de triagem e organização que o antecede.
O conteúdo tem finalidade informativa e não substitui orientação jurídica individualizada, porque situações semelhantes podem produzir respostas diferentes conforme os fatos e documentos do caso.
Fonte: TRT10
Da redação, postado em 24 de setembro de 2026, às 10h14. Matéria revisado pelo Editor André Luiz Guimarães, revisão jurídica da Dra. Mariana Rodrigues Valle Guimarães, inscrita na OAB/RJ 205702.
Sugestões e temas, fale com a redação aqui.













