Home / Juris in Foco / Fraude do Falso Advogado: Estamos Enxugando Gelo?

Fraude do Falso Advogado: Estamos Enxugando Gelo?

A cada semana surgem novos casos da chamada fraude do falso advogado. Criminosos entram em contato com clientes, utilizam informações reais de processos e se passam por advogados ou integrantes de escritórios para solicitar pagamentos indevidos. O problema cresce em todo o país e, apesar dos esforços de diversas instituições, a sensação é de que estamos apenas enxugando gelo.

Recentemente, houve uma importante alteração legislativa, passando a responsabilizar criminalmente quem empresta sua conta bancária para a prática de estelionatos e outras fraudes. Trata-se de um avanço importante, mas insuficiente para enfrentar a dimensão do problema.

É correto responsabilizar quem cede sua conta para a prática criminosa. Contudo, é preciso discutir também a responsabilidade das instituições financeiras. Afinal, as fraudes não acontecem sem contas bancárias para receber os valores desviados das vítimas. E mais: muitas dessas contas são abertas com documentos falsos ou utilizadas para movimentações claramente incompatíveis com o perfil cadastrado, sem que medidas eficazes sejam adotadas para impedir ou interromper a fraude.

Não se trata de transferir toda a responsabilidade aos bancos, mas de reconhecer que o sistema financeiro ocupa posição central nesse tipo de crime. As instituições possuem tecnologia avançada, mecanismos de monitoramento e acesso a informações que lhes permitem identificar movimentações atípicas e padrões suspeitos. Ainda assim, milhares de fraudes continuam sendo praticadas diariamente, muitas vezes debaixo dos olhos de quem deveria exercer um controle mais efetivo.

Enquanto o debate se limitar à punição dos chamados “laranjas” e dos fraudadores que são eventualmente identificados, continuaremos combatendo apenas uma parte do problema. É necessário exigir maior rigor na abertura de contas, aperfeiçoar os sistemas de verificação de identidade e responsabilizar aqueles que, por ação ou omissão, contribuem para que o sistema financeiro seja utilizado como instrumento para a prática de crimes.

Mas enquanto soluções mais efetivas não são implementadas, a principal proteção continua sendo a prevenção. Por isso, fica o alerta: antes de realizar qualquer pagamento solicitado por mensagem ou aplicativo, confira atentamente o número do telefone que entrou em contato com você. Na maioria dos casos, basta verificar que aquele não é o mesmo número utilizado habitualmente pelo seu advogado ou escritório.

Desconfie de pedidos urgentes de transferência, PIX ou depósitos. Em caso de dúvida, interrompa a conversa e entre em contato diretamente com seu advogado pelos canais oficiais já conhecidos. A atenção a um simples detalhe pode evitar prejuízos financeiros e impedir que mais uma vítima seja enganada por esse tipo de fraude.

Editor, André L. Guimarães

Edição Digital

Clique na Imagem e confira os PDFs
PARTICIPE, GRUPO OFICIAL NO WHATSAPP

Apoiamos

Clique na Imagem
Clique na Imagem
Clique na Imagem

Parceiros

Marketing Jurídico para Advogados
Clique na Imagem
Clique na Imagem
Clique na Imagem
Clique na Imagem