Ministro rejeita novo pedido de soltura da advogada e influenciadora; julgamento do caso deve ocorrer após o recesso do Judiciário.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um novo pedido de liberdade apresentado pela defesa da advogada e influenciadora Deolane Bezerra. A decisão foi tomada na quarta-feira (1º) pelo ministro Ribeiro Dantas, que recusou, em caráter liminar, o pedido para que ela respondesse ao processo em liberdade antes do julgamento definitivo do habeas corpus, que corre em segredo de Justiça.
A análise final do pedido será feita pela 5ª Turma do STJ, após o recesso do Judiciário, com previsão de julgamento em agosto.
Deolane está presa preventivamente desde 21 de maio, quando foi alvo da operação Vérnix. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro que, segundo as autoridades, teria ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Esta é mais uma tentativa da defesa de reverter a prisão. Em 9 de junho, a 5ª Turma do STJ já havia decidido manter a medida. Na ocasião, os ministros também rejeitaram o pedido para que a prisão fosse convertida em domiciliar com base no fato de Deolane ser mãe de uma criança de 12 anos.
A operação Vérnix é conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil de São Paulo. As investigações começaram após a apreensão de bilhetes em um presídio de Presidente Venceslau, no interior do estado.
Segundo os investigadores, esses documentos continham referências a ordens internas do PCC e contatos com integrantes da cúpula da facção. A partir desse material, passou a ser investigado o suposto uso de uma transportadora de cargas como empresa de fachada para movimentar recursos financeiros atribuídos à organização criminosa.
De acordo com a apuração, essa estrutura teria sido utilizada para repassar valores a familiares de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e apontado pelas autoridades como líder do PCC, além de outras pessoas.
A defesa de Deolane Bezerra nega qualquer ligação da advogada com organização criminosa e afirma que todas as acusações serão contestadas durante o andamento do processo judicial.
Da Redação













